sábado, 27 de agosto de 2011

Título vazio...

Cheguei em casa bêbada.
Saí do trabalho e fui tomar umas, umas cervejas, umas doses, umas tiradas.
Cheguei em casa embriagada de vida, de cor, de sabor, de risada, de cheiros e sentimentos.
Por onde andei eu olhei e vi pessoas que eu não compreendi, pessoas que eu não conheci, pessoas que eu não reconheci, pessoas que me falaram algo e eu não entendi.
Cheguei em casa e tomei um banho, peguei uma xícara de café um lápis e um papel, ascendi um cigarro e comecei a escrever, comecei a ficar sóbria, comecei a ficar sombria.
Olhei-me no espelho e me vi de maquiagem borrada, de cabelo desgrenhado, de cara inchada e resolvi que precisava tomar umas, abri a geladeira e lá o que tinha? Vazio.
Abri a dispensa e o que tinha? Vazio.
Abri o armário e...? Vazio.
Peguei as chaves de casa e sai a procura de algo pra comer ou algo pra beber, andei até cansar e o que encontrei foram ruas vazias, as lojas de conveniência vazias, tudo em preto, tudo apagado.
Voltei pra casa e percebi que ainda estava embriagada, só que dessa vez eu me embriaguei de tristeza, de medo, de solidão.
Acho que desmaiei ou acordei, passei a olhar tudo do alto, entrei em coma.
Me perdi no meu silêncio, no meu vazio constante, me perdi num abismo de mim.
No vazio ecoando entre paredes de medo eu reprimi tudo o que me levasse de volta a vida,
acho que me acomodei a esse vazio,porque esse vazio sou eu!

domingo, 21 de agosto de 2011

Perguntei pro meu sobrinho de 8 anos o que é amor.
Segue a resposta dele....
"Amor é beijar,é namorar e casar."

E essa foi a resposta do meu outro sobrinho,de 9 anos.
"Amor é você gostar de uma pessoa."

Essa é a forma mais pura,inocente e bonita de se definir o amor,
segundo a palavra de uma criança.
Criança não tem malícia e nem complicações.

Se me fizessem a mesma pergunta eu jamais responderia assim de forma tão simples
e não responderia porque eu não saberia responder.
Eu poderia até dizer que amor é um sentimento puro,é incondicional,mas jamais definiria
o amor tão bem como eles definem. Assim com tão poucas palavras eles definiram o
amor de uma forma fácil de compreender.
Apesar de ser um sentimento complexo,o amor não passa de beijos, abraços, carinhos,
casamentos, filhos, olhares, amigos...
Nós as vezes mascaramos o amor,dizemos que por amor matamos, morremos, vivemos,
tudo balela...
Amor não é fonte de vida, o que gera a vida é o ato, o sexo. Apesar de sexo ser
mais prazeroso quando está envolto a sentimentos.
Amor não é motivo de suicídio, suicida-se os fracos, os cansados...
Amor não é motivo de homicídio, quem mata, não mata por amor! Mata por covardia!

Amor se difere de pessoa a pessoa,mas nunca muda sua essência.

Olhando essa imagem o que você ve?
Antes de ler esse post analise essa imagem e pense no que você ve.












Como diria a professora; o que vocês vêm nessa imagem?

  • Um rapaz?
  • Uma passarela?
  • Água?
  • Árvores?
  • Horizonte?
  • Nuvem?
  • Luz?
  • Terra ou areia?
  • Solidão?
  • Tristeza?
Isso tudo é o óbvio, mas eu não quero ver o que todos vêm!
Eu gosto de ir além, gosto de mexer onde há poeira, gosto de olhar pra tudo
o que está esquecido.
E alem disso tudo que vejo, nessa imagem eu vejo a oportunidade de mudanças.
Vejo um céu azul, um rapaz sorrindo, correndo até o fim da passarela e pulando na
água, voltando a ser criança, se permitindo, se divertindo,
se despindo do medo de
ser ridicularizado por não seguir a um padrão da sociedade.
Eu não quero me prender a imagem em preto e branco e nem ao rapaz, eu quero enxergar
dentro dele e dentro da situação.
Quero imaginar outras emoções contrárias ao que a imagem quer me levar a deduzir.
Não quero e não vou me deixar levar pelo o que estou vendo.
Eu tenho o poder de mudar o rumo dessa "história" e inventar um outro final,
e no meu final ele saí andando de cabeça erguida, um novo sorriso, um brilho no olhar.
Eu invento um final onde ele se reinventa como homem.
Novas oportunidades surgirão, novos conceitos, mais força, mais energia e mais coragem.
Esse rapaz que eu vejo já não existe e eu já posso vê-lo mais robusto e feliz.
Ele tropeça, caí e se reergue mais forte, ele chora com um sorriso no rosto,
ele vive agora a sua
própria ideologia, ele cria a sua vida, ele cria o seu pensamento,
ele já não se deixa modelar pela sociedade.

E é assim que eu vejo essa imagem, porque eu já não permito que a situação me conduza,
não me deixo manipular pela opinião alheia, eu formei minha própria opinião.
Deixo a vida me levar? Deixo nada,agora sou eu quem levo a vida!

E você? Olhando de novo aquela imagem, seu ponto de vista mudou?





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